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Portaria que regulamenta abate de jumentos prevê a morte de 2 mil animais até o final do anoBahia    Imprimir

14/07/2016 20:30
Portaria que regulamenta abate de jumentos prevê a morte de 2 mil animais até o final do ano
Entidade de defesa dos animais repudia medida que já matou 300 animais e promete acionar Ministério Público

Wagner Ferreira 1 comentrio          

Quantos jumentos valem uma vida humana? Para o governador da Bahia, Rui Costa, 2 mil. Esta é a meta do governo do estado, que pretende abater milhares de animais até o final do ano, sob a justificativa de diminuir acidentes nas rodovias, tanto estaduais quanto federais.

Mesmo sem ter números de acidentes são causados pelos bichos, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), regulamentou o abate de eqüídeos. Após a medida, um matadouro já matou 300 jumentos, na cidade de Miguel Calmon, no centro-norte da Bahia.

De acordo com a Seagri, a portaria nº 255 que define regras para o abate de eqüídeos na Bahia, foi publicada no dia 29 de junho. Fato semelhante aconteceu no Rio Grande do Norte, quando um promotor autorizou a matança dos animais, desta vez para consumo humano em penitenciárias.

Segundo o secretário da agricultura, Vítor Bonfim, “a regulamentação do abate garante a abertura de novos mercados, com foco na exportação de pele para a China, e promove um efeito amenizador, de forma humanitária e ética, no problema histórico dos animais errantes que, além de provocar acidentes em rodovias, servem como agentes disseminadores de doenças infecciosas e zoonoses". O secretário reafirmou ainda que "estão sendo tomados todos os cuidados quanto ao bem-estar e sanidade animal, e que todo o trabalho está sendo acompanhado de forma rigorosa pela Adab".


O diretor-geral da Adab, Marco Vargas, disse que a portaria do Governo é clara e impede que a carne de jegue seja usada para o consumo humano, “considerando que o consumo de carne de eqüídeos não faz parte da nossa cultura, além de existir legislação que proíbe o abate para esta finalidade. Mas como forma de aproveitamento, a carne será doada ao zoológico de Salvador, que vai alimentar grandes animais e o resíduo restante vai ser transformado em ração animal, em uma graxaria (fábrica de produtos não comestíveis)”, acrescentou Marco, ressaltando que a autorização para o abate é temporária.

Com a nova medida, o órgão estadual estima obter cerca de 200 toneladas de produtos, os quais receberão rotulagem específica com dizeres como “produto não destinado à alimentação humana” e terão um rígido controle na sua armazenagem e distribuição. A ação é realizada em parceria com a Seinfra, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Polícia Rodoviária Federal e Estadual, e os criadores da região.



Nota de Repúdio - A União de Entidades Protetoras dos Animais da Bahia (Unimais) emitiu nota de repúdio à medida tomada pelo Governo do Estado: “a Unimais está tomando todas as providencias legais cabíveis para interromper a decisão do Governo do Estado, que está contrariando os valores que regem a nossa sociedade, assassinando milhares de jegues. O judiciário está sendo provocado a fim de derrubar a portaria nº 225 que é autorizada pela Secretaria de Agricultura do Estado”, diz a nota.


Para o presidente da Unimais, Carlos Ferrer, a Adab tenta amenizar a medida negando que a carne dos animais não será utilizada para consumo humano, e se utiliza de um problema de desequilíbrio ambiental e risco à vida das pessoas, para lucrar usando o discurso do bem estar animal. “O Governo do Estado, mais uma vez, prova que não tem compromisso com a vida e bem estar dos seus animais. Primeiro eleva a vaquejada a patrimônio cultural e agora se livra dos jegues, que após serem exaustivamente usados à serviço do homem têm como recompensa o descarte e a pena de morte”.

 

 



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