Carro de corrida feito por alunos da Ufba vai participar da Fórmula SAECiência & Tecnologia    Imprimir

16/10/2016 02:00
Carro de corrida feito por alunos da Ufba vai participar da Fórmula SAE
Competição reúne universidades federais e particulares: 50 equipes já estão inscritas

Edgardigital - Ufba 1 comentrio          

Uma equipe de estudantes da Escola Politécnica e do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC -Ufba) está construindo um carro de corrida para a edição de 2016 da Fórmula SAE, que acontece em novembro, em São Paulo. Esta não é a primeira vez que o grupo participa da competição. Desde 2009, a leva seu carro para essa competição e, em 2015, obteve o 15º lugar e o título de melhor equipe do Norte/Nordeste.

Há mudanças no carro deste ano em relação ao que foi levado no ano passado, graças a uma mistura de habilidades observadas na Fórmula com o conhecimento adquirido de cada aluno. A troca de marcha passou a ser no volante, com um sistema elétrico, o campo de visão do piloto está melhor, e o carro também está mais confortável, diminuindo a fadiga do piloto. O comprimento, a altura e o peso estão menores e, “em termos de Fórmula SAE, esses são parâmetros muito importantes porque, se forem menores, o carro ganha mais desempenho”, explica Adaltro Silva, um dos participantes da Equipe KRT, aluno do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia.

A Fórmula SAE acontece no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em São Paulo. A competição permite a inscrição de 20 membros de uma equipe, mas esse número tem que ser maior durante a construção do protótipo. Participam universidades federais e particulares e neste ano 50 equipes já estão inscritas. A Equipe KRT recebe ajuda do setor de transporte da Ufba para levar o carro de caminhão até São Paulo.

A equipe KRT surgiu da vontade de um grupo de alunos da Escola Politécnica em trabalhar com automobilismo. O grupo integra estudantes de diversos cursos dessa unidade, como Engenharia Mecânica, Civil, de Minas e Elétrica, Produção e Automação, e do Bacharelado Interdisciplinar de Ciência & Tecnologia. Eles trabalham sob a coordenação do professor Ailton Lima Júnior, mestre em engenharia de produção

O professor também é coordenador de projetos como o Mini Baja, competição de carros off-road  da SAE, e o Aero-Ufba. Ele percebeu o interesse dos alunos em projetos de diversas áreas da engenharia mecânica e escolheu o mais palpável entre eles. O grupo enxergou na Fórmula SAE, organizada pela Society of Automotive Engineers (SAE), um projeto mais fácil de ser agregado à universidade, pois já existia há quase 30 anos e tinha regras e modelos. Além disso, era uma oportunidade de competir com outras universidades e desenvolver-se profissional e tecnicamente.

Os projetos Baja, Aero-Ufba e Fórmula SAE têm diversos pontos em comum. Em todos eles, o aluno tem que projetar o equipamento, planejar o processo de produção, projetar a fábrica e cuidar da parte administrativa e da gestão dos membros da equipe. Os três projetos têm como intenção motivar o corpo estudantil. 



“Percebi que é uma experiência muito boa, porque se consegue ver na prática o que aprendeu na sala de aula,  e muitas vezes um estudante vê assuntos aqui que só terá no quarto ou quinto semestre de faculdade. Então, temos  um estudo melhor, um aproveitamento maior da universidade. Conseguimos ver como as coisas funcionam, colocamos a mão na massa. Deixa-se de ser um aluno passivo, que está esperando o professor falar algo na aula e passa a ser ativo realmente, tem que resolver problemas, tem que buscar soluções, tem que entender como o mecanismo funciona, para que o carro tenha o melhor desempenho possível. Então é uma experiência para todo estudante de engenharia e seria maravilhoso que todos buscassem participar de projetos”, conta Fadylla Maron (19), estudante de Engenharia Mecânica.

A equipe sempre incorpora o conhecimento dos mais antigos com as novas experiências dos calouros. “Aqui, eu acho que além de conhecimento, é um lugar em que a pessoa se descobre”, explica Adaltro. Na Equipe, os novos integrantes se incorporam a áreas com as quais se identificam mais e a eleição para os cargos de liderança e capitania é por consenso do grupo”.

O grupo preocupa-se em colocar cada membro responsável por um sistema ou subsistema do carro, de acordo com o conhecimento de cada um. “Ninguém espera que alguém entre na equipe tendo um conhecimento total. Nosso objetivo é formar pessoas. A ideia é que a pessoa tenha um conhecimento base e depois ela venha a desenvolver um conhecimento próprio, um conhecimento na área que tenha interesse.”, diz Fadylla.

“Temos este ano  uma equipe muito mais madura, mais da metade da equipe já foi para a competição, então a sabemos o que estamos fazendo”, explica Fadylla.  A expectativa da turma agora é ” ficar no top 10, entre as melhores equipes do Brasil”.



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  • ComentriosComentar Notcia
    KNqrfmfUJaTl
    28/02/2017 23:56
    Bíh D'lima dier:sIntesessante post Deh! As mulheres parecem ser divididas hoje em dia sobre questões que na verdade deveriam juntá-las – porque a maternidade é uma questão que diz respeito a todos nós – se temos filhos ou optar por não.
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