Laboratórios compartilhados no Instituto de Física já atraíram R$ 23 milhões em financiamentosCiência & Tecnologia    Imprimir

12/11/2016 12:00
Laboratórios compartilhados no Instituto de Física já atraíram R$ 23 milhões em financiamentos
Ideia de franquear uso de um mesmo laboratório a pesquisadores de diversas áreas segue tendência atualmente em voga na produção do conhecimento científico

Edgardigital - Ufba 1 comentrio          

Um modelo inovador de compartilhamento de laboratórios multiuso, que começou a funcionar na Ufba em 2011, já atraiu aproximadamente R$ 23 milhões em investimentos para a Universidade. Recentemente, a Universidade aprovou junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC) uma nova parcela, de R$ 7,1 milhões, que será destinada à criação e modernização de laboratórios multidisciplinares de uso compartilhado destinados a apoiar pesquisas das áreas de física, química, geociências, matemática, biologia e ciências da saúde.

Coordenado pelo professor Antonio Ferreira, do Instituto de Física, o projeto aprovado, intitulado Limcebt (Laboratórios Integrados e Multifuncionais em Ciências Exatas, Biológicas e da Terra) viabilizará a implementação da terceira etapa do modelo de laboratório multiuso iniciado em 2011, com a inauguração do Lamume (Laboratório Multi-Usuário de Microscopia Eletrônica), que se expandiu nos anos seguintes, com a criação dos Limcets (Laboratórios Integrados e Multifuncionais em Ciências Exatas e da Terra). 

A grande novidade dos Limcebt em relação aos laboratórios de uso compartilhado já existentes será a incorporação de equipamentos capazes de atender às áreas de ciências biológicas e da saúde. Foram também solicitados equipamentos de grande e médio porte para análises físicas, químicas, biológicas e geocronológicas de materiais e amostras naturais e artificiais (ver detalhamento abaixo).

A ideia de franquear o uso de um mesmo laboratório a pesquisadores de diversas áreas segue a tendência atualmente em voga na produção do conhecimento científico, que aponta para a confluência entre as diversas áreas do saber. Favorece ainda a otimização de recursos em um cenário de escassez: ao invés de multiplicar pela Universidade laboratórios destinados a cumprir funções semelhantes, adota-se a lógica de concentrar investimentos na aquisição de equipamentos mais caros e de tecnologia mais avançada, capazes de atender com mais precisão a uma gama mais ampla de demandas de pesquisa.
 

Equipamentos em operação no Lamume
 

Fruto da sinergia entre os institutos de Física, Química, Geociências e Matemática, aos quais se somam agora Biologia e Ciências da Saúde, os projetos de laboratórios de uso compartilhado da Ufba já atraíram cerca de R$ 23 milhões em financiamentos desde 2005, quando o primeiro financiamento, para o Lamume, foi aprovado junto à Finep. “O sucesso do Lamume nos ajudou a justificar outros financiamentos, inclusive esse de agora. Esse modelo é a ‘chave’ para [modernizar] a Ufba”, sintetiza Ferreira.

O professor explica que, na medida em que equipamentos mais avançados são adquiridos, cai também o custo do trabalho dos pesquisadores baianos e nordestinos, que passam ter a possibilidade a realizar localmente pesquisas que antes requeriam deslocamento para outras cidades dentro e fora do Brasil, com os correspondentes custos de estadia e pagamento por tempo de uso de laboratórios de outras instituições.

Uma quarta etapa de financiamentos prevê, no futuro, a integração de todos os laboratórios em um único centro multiespecialidades, projetando assim a Ufba como referência regional e nacional. “A ideia é ter uma verdadeira cloud measuring [nuvem de mensuração], em que o pesquisador, a partir do envio de uma única amostra, obtém toda uma gama de resultados de análises de propriedades físicas, químicas, geológicas e biológicas”, explica o diretor do Instituto de Física, Ricardo Miranda.

Estatísticas de utilização do Lamume entre 2012 e 2015 mostram que foram atendidas 250 requisições para análise de 2.200 amostras, vindas de pesquisadores da Ufba (81%), Uneb (8%), UFRB (5%), além de outras instituições de ensino superior e do setor privado. Os maiores utilizadores vêm da área de Química (51%), seguidos pelos das Engenharias (27%), Geociências (9%), Biociências e Física (6% cada).

Saiba mais sobre os novos laboratórios:

  • Laboratório de Preparação de Análise de Amostras de Geociências (Lapag): abrigará unidades integradas e multifuncionais aptas para análise aptas para a análise de materiais geológicos, de fluidos naturais, voltados para petrofísica, mineralogia, com obtenção de imagem de estruturas porosas e rugosas. Equipamento: Laser Ablation baseado em Laser UV de última geração.
  • Laboratórios Integrados e Multifuncionais em Física (LIMF): atuará na exploração de propriedades óticas e magnéticas de óxidos de novos materiais semicondutores, espectroscopia molecular e filmes finos, física atômica e molecular, física estatística e sistemas complexos, física de superfícies e materiais nanoestruturados [“nano” = 1 milionésimo de milímetro], oceanografia tropical, entre outros. Equipamento: laser pulsado de largura de pulso de nanossegundos com meio ativo tipo corante.
  • Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD): funcionará como uma rede de pesquisas em computação distribuída e de alto desempenho envolvendo, inicialmente, os seis institutos participantes do Limcebt, permitindo a colaboração com outros grupos de pesquisa e indústria.
  • Central de Microscopia e de Análises de Biomoléculas (CMAB): proverá um ambiente para captura de imagens para análise estrutural e funcional atendendo a demandas de setores acadêmicos distintos (biologia, bioquímica, biofísica, medicina, medicina veterinária, geociências, oceanografia) com amostras de ensaios in vitro ou in vivo, onde a Microscopia Confocal representa significativo método analítico, fornecendo imagens 3-D de sistemas orgânicos, permitindo o monitoramento das alterações morfológicas, histológicas, citológicas, citológicas e fisiológicas. Está previsto o uso do flash protein liquid chromatography, que permitirá a purificação de biomoléculas, incluindo proteínas, lipídeos e carboidratos e determinação de Peso Molecular.


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  • ComentriosComentar Notcia
    ISHq44Ibv
    01/03/2017 02:01
    I think the e-reader is a re-reader. I agree about the physical atotrcaitns of books but to be able to take either books I already know or own or undemanding detective stories on holiday in this form still appeals to me.But I want it Mac compatible and I am so superficial that I want a silver one in a black case and i don't care about how many per family - I would buy one for myself. And I don't think it's too expensive either. iPods, which I definitely don't want are £100 - £200 and don't come with any music unlike the e-book, with the 100 or so books on it.
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