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Campanha de combate à violência contra a mulher é lançada pela Câmara de VereadoresGrande Salvador    Imprimir

26/02/2017 17:00
Campanha de combate à violência contra a mulher é lançada pela Câmara de Vereadores
Dados do Observatório da Secretaria Municipal de Reparação apontam 847 agressões contra mulheres durante o Carnaval. Em 2016, número subiu para 2.025

Redação CM 0 comentrio          

Com o lançamento da campanha “Salvador: Carnaval da Alegria, da Música e do Respeito à Mulher”, a Câmara Municipal de Salvador iniciou a sua participação na maior festa de rua do planeta, neste domingo (26), às 12h. A Casa trouxe para as ruas a ação da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher que quer reforçar a conscientização e aumentar o número de denúncias dos casos de violência contra a mulher a fim de reduzir os casos. 

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Leo Prates (DEM), a iniciativa enaltece o trabalho que já vem sendo desenvolvido pela comissão. “A campanha se soma aos esforços da prefeitura e de demais órgãos para garantir o respeito às mulheres”, destacou Leo Prates.

A campanha tem como foco a conscientização dos foliões nos circuitos do Carnaval e inclui a distribuição de “abanos” que divulgam o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) e informam os locais do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra Mulher. “É importante que toda a Câmara esteja sintonizada com a campanha. É uma ação de conscientização e fiscalização. Além da violência, precisamos estar atentos também à execução de músicas que depreciam a imagem das mulheres e que não podem ser executadas por trios e bandas pagos pelo governo e pela prefeitura, conforme lei de 2012”, convocou a presidente da Comissão da Mulher, Aladilce Souza (PCdoB).
“Para nós, que somos representantes do povo, eu vejo como uma obrigação trabalhar para que tudo dê certo durante a festa. Nesse momento em que todos estão festejando, nós devemos estar atentos e preocupados para que tudo ocorra bem. Essa campanha faz parte desse esforço”, destacou a vereadora Rogéria Santos (PRB), membro da Comissão da Mulher. 

Presente ao lançamento da campanha, a desembargadora Nágila Brito destacou que a Câmara sempre manteve uma importante parceria com a Coordenadoria de Combate à Violência Contra a Mulher. “Precisamos de ações como essa para fortalecer a rede de proteção à mulher. As estatísticas mostram um crescimento dos números da violência, mas eu acredito que, na verdade, o que aumentou foi o número de denúncias com o empoderamento que a mulher ganhou nos últimos anos”, falou a desembargadora. 



Rede de proteção - “Fiquei emocionada quando soube do lançamento dessa campanha em pleno Carnaval. Isso nos ajuda a reforçar também a Lei Antibaixaria”, disse a defensora pública Cristina Lemos, que estava representando o defensor público geral, Clériston Cavalcante.  A defensora destacou que, neste domingo (26), às 16h, todos os membros da Rede de Proteção à Mulher vão se reunir na Rua Pedro Lessa, no Canela, onde estão concentrados os atendimentos do órgão durante o Carnaval, para analisar os números e casos do Carnaval 2017. 
“O sistema de Justiça inteiro esteve presente no lançamento dessa campanha. Todos nos reunimos aqui hoje para reforçar a importância desta ação. Nós queremos esse engajamento da sociedade e da Câmara Municipal e esperamos o apoio no fortalecimento da legislação”, afirmou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público, Márcia Teixeira.


Estatísticas - Em 2015, segundo dados do Observatório da Secretaria Municipal de Reparação, foram registradas 847 agressões contra mulheres durante o Carnaval e, em 2016, esse número subiu para 2.025. Deste total, 63% das vítimas foram negras. A violência física predominou com 1.114 casos (55%), seguida da verbal/gestual discriminatória com 911 registros (45%). O Circuito Dodô teve 455 ocorrências (22,4%) e o Osmar 1.570 (77,6%).
Do total dos agressores, 88% eram foliões. Sendo que, dos 1.777, 956 estavam em blocos de trio e 496 eram foliões “pipoca”. Entre os agressores, 8%, o que corresponde a 155 pessoas, eram trabalhadores informais. Entre eles, 95 eram cordeiros de blocos e 44 ambulantes. Houve, ainda, registros incluindo policiais militares e agentes da Guarda Municipal, o que totalizou 4% dos casos.
Já o Ligue 180 teve um aumento de 174% de denúncias atendidas pelo serviço em relação a 2015. No ano passado, foram 3.174 relatos no país. A Bahia ficou em 4º lugar do ranking nacional com 223 ocorrências registradas em todo o estado.


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