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Animais e seus protetores ainda sofrem com a falta de serviços públicos em toda a BahiaOpinião    Imprimir

30/12/2017 18:13
Animais e seus protetores ainda sofrem com a falta de serviços públicos em toda a Bahia


Wagner Ferreira 0 comentrio          

A ausência de serviços públicos, ou o seu parco oferecimento àqueles que pagam uma das maiores taxas tributárias do mundo é flagrante. Então, o que dizer de seres que não contribuem com o erário, como é o caso dos animais? Mesmo assim, eles, sob a égide da Constituição, têm o direito da proteção do Estado.

Em mais uma cena que reflete a ineficiência do Estado em prover serviços públicos básicos à população - e estão inclusos os animais - um
cão, esfaqueado por uma mulher que o mantinha com mais outro em sua casa, teve que ser, mais uma vez, resgatado por uma vereadora, esta que deveria estar criando leis no conforto do seu gabinete: Ana Rita Tavares (PMB). Ela luta diariamente para tentar sensibilizar as autoridades baianas, sejam no âmbito municipal ou estadual. E, enquanto as leis esperam para serem aprovadas em plenário e pela benevolência da sansão do prefeito, ela vai para as ruas, fazer o trabalho incumbido ao Executivo.


Atribuições - Ao prefeito ACM Neto, cabe cumprir uma das promessas feitas a Ana Rita Tavares ainda durante sua primeira campanha, em 2012: a construção de um hospital público veterinário. A existência de tal serviço talvez salvasse Castelli, nome do pobre animal que veio a falecer na quarta-feira (27) em uma clínica particular da cidade.  

Ao governador Rui Costa, a criação de delegacias especializadas em crimes contra animais domésticos. A ausência das DPs limita a ação de policiais sensíveis a crimes como o imputado ao pobre Castelli, encoraja denúncias de protetoras, por vezes alvo de chacota em delegacias de bairro e agilizaria investigações de um crime que ainda é considerado de menor potencial ofensivo (Detenção de 3 meses a 1 ano e multa) de acordo com a Lei de Crimes Ambientais - 9605/98.  

À agressora, esta sofrerá ações criminais, registradas na 10ª Delegacia de Cajazeiras e também via Juizado Especial Criminal. "Esta é a nossa rotina diária. É um dos poucos dispositivos que dispomos para coibir o crime. Agradeço aos policiais desta delegacia por terem me acompanhado durante o resgate do segundo cão, que vivia na casa da agressora", relatou Ana Rita.



Até lá, Ana Rita segue sua luta solitária enquanto representante do Poder Legislativo. Sozinha na arena política, mas com um exército de protetoras e protetores, que mesmo cansados de tanto esperar por migalhas de seus governantes, seguem tentando amenizar a agonia desses seres, os quais parecem ter vindo ao mundo somente para sofrer ante o diletantismo de uma parte egoísta da população.

Governantes míopes não só ao grito dos excluídos, mas também ao que pode se apresentar nas urnas em 2018 após denúncias e prisões intermináveis de membros da classe política.

Há uma massa latente de eleitores disposta a votar em políticos que, verdadeiramente, promovam dignidade ao seu integrante da família, seja ele canino, felino, ou de qualquer outra espécie.  


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