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Lavagem do Bonfim 2018: oito anos sem a presença de animais no cortejoCultura / Lazer    Imprimir

11/01/2018 18:10
Lavagem do Bonfim 2018: oito anos sem a presença de animais no cortejo
Orientação da Saltur é para que animais não participassem da festa

Redação CM 0 comentrio          

Em mais um ano da tradicional Lavagem do Bonfim, a vereadora Ana Rita Tavares (PMB) levou uma mensagem de paz entre seres humanos e animais em 2018.
 

Com faixas e cartazes em punho, protetoras, protetores e apoiadores da causa animal seguiram em direção à Colina Sagrada tendo como tema deste ano, “Esta é a festa que queremos, sem animais!”

Durante os festejos deste ano, quem acompanhou o cortejo, pôde relembrar o tempo em que presenciavam o sofrimento dos jegues, utilizados para puxar carroças com peso excessivo de foliões, bebidas e alimentos, ao longo de 8 km sob o sol escaldante do verão soteropolitano.
 

Mas, ao lado dessas recordações de um passado cruel, comemoravam mais um ano sem a presença desses animais na Lavagem, em alegre caminhada, com a participação de afeiçoados àcausa, fantasiados de bichos estilizados, animados por uma fanfarra de sopro e percussão. 

Em 2011, a então advogada e ativista Ana Rita Tavares - antes da sua eleição para vereadora de Salvador - ajuizou uma ação civil pública a fim de ver a retirada das carroças e jegues do percurso. “A medida resultou em uma liminar que mudou uma tradição de 222 anos, mantida sem qualquer questionamento por parte da sociedade”, observa a legisladora.

Segundo Ana Rita, aquela situação "só levava dor e sofrimento a tantos animais indefesos, em meio a flagrantes maus-tratos praticados por populares, indiferentes à cultura de escravização experimentada por esses seres dependentes totalmente da vontade dos humanos".
 

A sensibilidade da defensora dos animais foi sentida também pelo juiz da 6ª Vara de Fazenda Pública, Rui Eduardo Britto. Ele reconheceu que a realidade perversa em desfavor dos animais deveria mudar e atendeu ao pedido da advogada Ana Rita diante das provas juntadas ao processo.



Atualmente, a orientação da Empresa Salvador Turismo (Saltur) é para que animais, como jegues puxando carroças e cavalos usados como montaria não fossem utilizados durante o cortejo. Há oito anos veículos de tração animal não participam da festa.

orientação da Empresa Salvador Turismo (Saltur) é para que animais, como jegues puxando carroças e cavalos usados como montaria não fossem utilizados durante o cortejo. Há oito anos veiculos de tração animal não participam da festa.

Saiba mais: Reportagem do Globo Repórter sobre decisão de juiz em retirar os jegues da Lavagem do Bonfim em 2011






 



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