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Macacos são encontrados mortos em Massarandupió. Indícios são da presença de febre amarela na regiãoBahia    Imprimir

09/02/2018 07:07
Macacos são encontrados mortos em Massarandupió. Indícios são da presença de febre amarela na região
Praia local é conhecida mundialmente por turismo naturista

Wagner Ferreira 0 comentrio          

A morte de macacos em Massarandupió, distrito de Entre Rios - a cerca de 130 km de Salvador - tem deixado aproximadamente 1mil pessoas, entre moradores e turistas, em alerta.
O Brasil enfrenta um surto de febre amarela. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, 98 pessoas já morreram no país devido a infecção no período de 1º de julho a 6 de fevereiro de 2018. O óbito dos animais pode sinalizar a presença da doença no Litoral Norte baiano. 


A constatação foi feita na quarta-feira (7) quando o presidente da Associação Naturista de Massarandupió (Amanat) César Xisto, presenciou a morte de um dos saguis que alimentava todas as manhãs em seu sítio. “Vi um dos macaquinhos descando da árvore, já cambaleando. Ele tentou subir novamente, mas não conseguiu; caiu desfalecido”, conta Xisto, que ao longo do dia encontrou mais três corpos próximo à sua residência. 

Orientado pela veterinária Ivana Costa, enviada pela ativista Ana Rita Tavares ao local e com quem manteve contato, Xisto acondicionou três corpos em sacos plásticos e os manteve em seu freezer. A conservação dos animais congelados permite que seja feita a necrópicia pela autoridade de saúde competente, no caso, o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen), em Salvador. 

Na quinta-feira (8), a veterinária foi até o local e recolheu os cadáveres. Inicialmente, procurou o Centro de Controle de Zoonoses da capital baiana (CCZ), mas, apesar do risco de tantas outras doenças na cidade por conta do grande fluxo de turista na cidade por conta do carnaval, encontrou as portas fechadas.



Em contato com o Instituto Gonçalo Moniz, unidade da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia, a veterinária foi orientada a procurar o Lacen, que recebeu os macácos para análise. O prazo para obtenção do resultado são dois meses. “Pela avaliação preliminar que fiz, os animais não foram vítimas de envenenamento, pois não há indício disso. Ao ser envenenado, há vômito, o que seria evidenciado pela excreção de uma baba, derrame nos olhos”, explica Ivana.

De acordo com uma das responsáveis pela vigilância epidemiológica de Entre Rios, Jandira Santos, foi feito o bloqueio dos locais onde foram encontrados os corpos dos macacos e iniciada a vacinação dos moradores. “Entramos em contato com o Posto de Saúde da Família (PSF) de Massarandupió para identificar e eliminar focos e possíveis focos do mosquito. Estas são as medidas passadas pelo Ministério da Saúde e os Núcleos Regionais de Saúde. 

Mortes em Sauípe - Em janeiro deste ano, moradores de um condomínio de luxo em Sauípe – também no Litoral Norte - distrito de Mata de São João, relataram a morte de 15 macacos. O fato foi reportado ao CCZ da cidade. Desses, três animais foram levados ao Lacen para análise.


 



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