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Mulheres da Guiné-Bissau declaram renúncia à prática da mutilação genital femininaMundo    Imprimir

22/07/2018 15:01
Mulheres da Guiné-Bissau declaram renúncia à prática da mutilação genital feminina
Dez bairros da capital do país se manifestaram contrários à prática comum em algumas regiões da África

Redação CM 0 comentrio          

Líderes comunitários de dez bairros da capital da Guiné-Bissau, Bissau, declararam, no dia 3 de julho, a renúncia à prática da mutilação genital feminina, numa cerimônia que aconteceu no parlamento do país. Comprometeram-se, também, a preservar os valores humanistas, a promover os direitos humanos, a não-violência, para ajudar o desenvolvimento social e econômico do país.  

Os bairros são abrangidos pelo projeto de capacitação para a igualdade e capacitação para o fim da mutilação genital feminina, casamentos forçados e precoces, promoção da educação, saúde e direitos. 

Os deputados Catarina Marcelino e Rui Riso, ambos do Partido Socialista, bem como a embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para população (FNUAP), Catarina Furtado, assistiram à declaração pública de compromisso de abandono da prática por parte dos dez bairros de Bissau. 

Catarina Furtado, que leu a declaração do compromisso, na tribuna do parlamento guineense, perante cerca de 200 pessoas, entre ativistas e convidados, considerou o dia de hoje histórico.

 

MGF - Em todo o  mundo, estima-se que pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres convivem com as terríveis consequências de mutilação genital feminina (MGF), de acordo com as Nações Unidas (ONU). Entre os problemas acarretados pela prática, estão os sangramentos graves e problemas de saúde, incluindo cistos, infecções, infertilidade e complicações no parto.

A MGF é uma das violações mais brutais dos direitos humanos das mulheres e consiste na remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos femininos (clitóris, pequenos e grandes lábios) e é feita com maior frequência em meninas entre os cinco e oito anos, muitas vezes em condições de higiene deploráveis. A prática não tem benefícios médicos e as lesões físicas e psíquicas são graves e permanentes.

A mutilação genital feminina ainda é realizada em alguns países africanos, asiáticos e do Oriente Médio.  A estimativa é que cerca de 44 milhões de garotas de até 15 anos convivem com o problema. Os países com índices mais altos de meninas mutiladas são Gâmbia (56%), Mauritânia (54%) e Indonésia (50%).

Os países com maiores índices de MGF de mulheres entre 15 e 49 anos são a Somália (98%), a Guiné (97%) e o Djibouti (93%).



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