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Reveillon 2019: fogos com menos barulho já é realidade em muitas capitas do PaísBrasil    Imprimir

01/01/2019 12:58
Reveillon 2019: fogos com menos barulho já é realidade em muitas capitas do País
Salvador não acenou cuidado às minorias atingidas pelos estrondos

Por Wagner Ferreira 0 comentrio          

O ritual da queima de fogos durante a passagem de ano novo é garantia de beleza aos olhos em toda parte do mundo. Isso mesmo, aos olhos. Já para os ouvidos, nem todos se sentem confortáveis; com a palavra idosos, pacientes de hospitais, mulheres grávidas, crianças, pessoas com autismo e animais. 

A depender da quantidade de explosivos utilizados, o show pirotécnico pode durar 7, 10, 15 minutos de luzes e barulho. Mas por que não somente luzes e menos barulho? Uma vez que, segundo especialistas, é impossível silenciar completamente os rojões. 

Nesse Réveillon 2019, grandes capitais aderiram aos fogos com menos estampido que o usual: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis, foram algumas a utilizar a novidade, mas muitas outras ignoraram a nova tendência, a exemplo de Salvador. A capital baiana não acenou cuidado às minorias atingidas pelos estrondos. E não seria pela falta de projetos.
Em 2013, preocupada em amenizar os impactos diretos e indiretos causados pelos fogos de artifício, a vereadora Ana Rita Tavares (PMB) apresentou, na Câmara de Salvador, o Projeto de Lei nº 414/13, que visa proibir, ao menos, os fogos de alto impacto sonoro, sendo permitido apenas artefatos que privilegiam apenas os efeitos visuais. Ana Rita tomou como base o levantamento do Ministério da Saúde, realizado entre 2007 e 2010, que evidenciou mais de mil pessoas internadas, vítimas do uso desses materiais, sendo boa parte desses números registrados na Bahia.

Além de causarem poluição, os explosivos produzem ruídos que ultrapassam os 125 decibéis, valor maior que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que causa danos a audição humana. “Se para nós humanos tanto barulho já nos traz todos esses prejuízos, imagine aos ouvidos dos animais, seres conhecidamente mais sensíveis ao som. Isso os perturba de tal forma que muitos fogem desesperados de suas casas, se perdendo de seus guardiões, atravessando vias, sendo vitimados e causando acidentes, muitas vezes fatais a eles e condutores de veículos”, completa a parlamentar.

A cadeia de impactos negativo do uso dos fogos não encerra somente com o grande barulho, mas também na sua fabricação, em muitos casos, clandestina. A prática provoca acidentes constantes com as pessoas que produzem os explosivos, por exemplo. Além disso, há a incidência de trabalho escravo e exploração de mão de obra barata, seja de adultos, crianças e/ou adolescentes, algo que não é difícil de encontrar em regiões pobres do Brasil.


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