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Retorno das atividades não essenciais acontece a partir desta segunda-feira (5) em SalvadorGrande Salvador    Imprimir

04/04/2021 19:54
Retorno das atividades não essenciais acontece a partir desta segunda-feira (5) em Salvador
Prefeito destacou que, entre os principais dados analisados para a reabertura das atividades comerciais suspensas, está o volume de pacientes em UPAs que aguardam regulação para leito em hospitais de referência

Redação CM 0 comentário          

Um mês após Salvador passar por medidas mais restritivas para conter a propagação do coronavírus, quase todas as atividades consideradas não essenciais e que foram suspensas durante esse período serão retomadas a partir desta segunda-feira (5). Os detalhes desse retorno, que envolve uma estratégia de escalonamento entre diversos setores para garantir mais segurança à população, foram apresentados pelo prefeito Bruno Reis e pela secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), Mila Paes, em coletiva virtual ocorrida nesta quinta-feira (1º).

Na ocasião, o prefeito também apresentou a situação da Covid-19 na capital baiana e os motivos que nortearam as decisões de reabertura. “Os números epidemiológicos da segunda onda em comparação com a primeira estão mais baixos, mas a pressão sobre o sistema de saúde estava muito maior em virtude da agressividade das novas variantes do vírus”, destacou.


De acordo com o plano de retomada elaborado pela administração municipal, diversos segmentos comerciais cujos estabelecimentos não estavam permitidos a abrir as portas por conta das restrições funcionarão em dias e horários específicos. O objetivo é impedir aglomerações, sobretudo no deslocamento dos trabalhadores às suas ocupações durante o uso do transporte público.

A titular da Semdec, Mila Paes, explicou as premissas adotadas para a confecção do plano, que envolveu participação da Casa Civil, Secretaria de Mobilidade (Semob) e liderança de setores econômicos. “A tomada de decisão seguiu critérios técnicos e científicos, pautados por indicadores epidemiológicos relativos à intensidade de transmissão e isolamento social, assim como pela capacidade instalada do sistema de saúde. Toda decisão terá seus resultados monitorados, de forma a permitir, se necessário, reação rápida na alteração das medidas implantadas”, assegurou Mila.

Entre os principais critérios estudados, acrescentou a gestora, foi identificar a circulação dos trabalhadores de cada setor econômico, levando em conta os horários de pico no transporte público. Isso foi possível graças a um sistema de dados colhidos do Salvador Card, cartão de passagem disponibilizado pelas empresas ao empregado, que permitiu traçar o fluxo de passageiros diariamente.

Fases – São quatro as fases do plano de retomada. A roxa, que é a qual Salvador está atualmente, possui apenas atividades essenciais abertas. A vermelha, a ser iniciada a partir de segunda (5), prevê a retomada dos serviços não essenciais de forma escalonada, suspensão de alguns setores por pelo menos dois dias da semana e alteração do horário do toque de recolher, que sairá de 18h às 5h para 20h às 5h.

Nessa mesma fase funcionarão todos os dias os serviços de saúde, supermercados, panificadoras, delicatessens, açougues e conveniências, farmácias e drogarias, agências bancárias, lotéricas, laboratórios de análises clínicas, postos de combustíveis, call centers, oficinas mecânicas e borracharias, cemitérios e serviços funerários, hotéis, pousadas e demais estabelecimentos de alojamento, academias de ginástica e similares, cursos livres, templos religiosos e igrejas.

Também estarão liberados a funcionar, só que de segunda a sexta, atividades da construção civil (7h às 16h), clínicas de estética (7h às 15h), indústria (7h às 15h), funcionalismo público não essencial (9h às 16h), escritórios administrativos, contabilidades, consultoria e similares (10h às 17h), escritórios de advocacia (10h às 17h) e autoescolas (10h às 19h).

De terça a sábado poderão funcionar comércio de rua (de 10h às 18h, sendo que aos sábados esses estabelecimentos estarão livres para abrir qualquer horário), shoppings centers, centros comerciais e semelhantes (de 10h às 19h, sendo que os prestadores de serviços localizados nesses locais devem obedecer ao horário dos centros de compras), barbearias, salões de beleza e similares (10h às 18h).

De quarta a domingo estão liberados para abrir restaurantes e bares, das 10h às 20h. Os estabelecimentos instalados em shoppings devem obedecer ao fechamento dos centros de compras, que é às 19h, exceto quando houver entrada independente, que, aí sim, ficará sob o regime do próprio setor. As lanchonetes poderão abrir de 7h às 15h. 

Nessa fase vermelha continuarão fechados centros culturais, museus e galerias de arte, clubes sociais, recreativos e esportivos, cinemas, teatros, espaços de eventos sociais (casamento, aniversário, bodas, formatura e similares), espaços de eventos infantis, parques de diversão e parques temáticos, campos e quadras públicas, centro e espaços de convenções, praias e parques.

Por fim, as últimas duas fases do plano de retomada da economia são a amarela, na qual as atividades também seguirão escalonamento, mas o toque de recolher passará a iniciar às 23h; e a verde, que novamente prevê o comércio funcionando em dias e horários específicos, mas com o fim do toque de recolher.

Cenário da pandemia – A retomada das atividades leva em consideração a análise das autoridades de saúde, que demonstra a desaceleração da pandemia na capital. A média móvel de novos casos da doença, que compara os últimos sete dias em relação a 14 dias atrás, caiu 45%.

Outro resultado positivo é para a queda do fator RT, que mede quantas pessoas um determinado indivíduo pode infectar. Essa taxa atualmente é de 0,69 (quando este número está acima de 1 significa descontrole epidemiológico). O maior fator RT registrado neste um ano de crise sanitária provocada pelo Sars-CoV-2 foi em abril de 2020, com índice de 1,64.

Houve, ainda, redução de 1.671 casos ativos, no comparativo entre os dias 26 de fevereiro e 23 de março. Já a velocidade de crescimento de casos esperada para a capital baiana, que era de 0,58%, ficou em 0,38%, abaixo da média nacional.

A ocupação de leitos de UTI exclusivos para a Covid-19 disponíveis nas redes municipal, estadual e privada contratualizada está em 82% e também segue em queda. No total são 789 vagas de terapia intensiva em funcionamento, frente às 692 que haviam no ano passado.

O prefeito também destacou que, entre os principais dados analisados para a reabertura das atividades comerciais suspensas, está o volume de pacientes em UPAs aguardando por regulação para leito em hospitais de referência. Ele lembrou que os momentos mais críticos da pandemia em Salvador foram registrados em meados do mês passado.

Na série histórica contada desde o dia 26 de fevereiro, o dia 15 de março foi o pior, ocasião em que 137 pessoas estavam nas UPAs aguardando regulação. Bem diferente do atual cenário: ontem (31), apenas 13 pacientes estavam à espera de transferência para leitos clínicos e de UTI. “Evitamos o colapso na saúde, embora não possa afirmar que estamos livres disso se não mantivermos o isolamento social. Porém, neste momento, este é o cenário que nos dá tranquilidade e conforto para tomar as decisões de reabertura do comércio”, disse Bruno Reis.

O chefe do Executivo municipal ressaltou a importância do processo de vacinação para o controle da pandemia. Salvador tem atualmente 12,57% da população imunizada, totalizando mais de 362 mil pessoas. A cidade ocupa a segunda posição no ranking nacional, tendo média de vacinados superior ao país, que tem 8%.

 


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