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Tutores de cão que morreu em resort para animais acusam local de maus tratos Segurança    Imprimir

09/04/2021 19:45
Tutores de cão que morreu em resort para animais acusam local de maus tratos
Defesa dos responsáveis pelo hotel nega. Laudo médico-veterinário aponta insuficiência respiratória aguda causada por trauma

Wagner Ferreira 0 comentário          

Os tutores do cão Maylon, morto dia 21 de março, no hotel para animais Smart Pet Resort, em Lauro de Freitas, acusam os responsáveis pelo local de maus tratos. O animal era cuidado pelo casal Ana Albuquerque e Mário Cardoso Júnior por meio do projeto Vamos Alimentar um Pet, que resgata cães e gatos abandonados das ruas de Salvador, ou que são vítimas de maus tratos. 

A instituição mantinha uma parceria com o hotel, que previa o acolhimento de alguns animais. “Eles acolheram alguns dos nossos animais em troca de publicidade em nossa
página no Instagram e pagamentos parciais", revelou Ana.
 
Mas segundo a defesa do Resort, Maylon e outro cão de nome Galego, também hospedado no local, não eram castrados e, por conta disso, se mostravam agressivos e teriam iniciado uma briga. Na tentativa dos funcionários do hotel em separar os dois, o primeiro veio a óbito. “Após recebê-lo, o animal (que possuía um histórico de abandonos e agressividade, conforme relatado pelo próprio projeto em suas redes sociais) entrou em briga com outro animal de rua levado pelo projeto, também não castrado. Em decorrência da briga, o animal precisou ser apartado para preservar a integridade física dos demais. Infelizmente, acabou vindo a óbito. Para não restar qualquer dúvida sobre a conduta tomada, a empresa afastou o responsável no dia do ocorrido para apuração dos fatos”, relata o advogado responsável pela defesa do Resort.

Porém, um laudo médico-veterinário, realizado na clínica Semeve, por solicitação dos tutores do animal e assinado por Carlos Humberto Filho, aponta a causa mortis como por “insuficiência respiratória aguda, causada por trauma contundente (não perfurativo e/ou cortante na região lateral esquerda do tórax.”

O outro cão, Galego, que supostamente teria brigado com Maylon e causado a sua morte, foi retirado do local sem marcas de briga, mordidas ou arranhões, segundo Ana e Júnior. O mesmo pôde se constatar de Maylon após a sua necrópsia. 



Ainda segundo o casal, não foi prestado socorro ao animal após o trauma por ele sofrido e que responsáveis pelo Resort tentaram cremar o animal sem autorização na intenção de ocultar provas.

O casal pretende entrar com ação na justiça e processar o Resort criminalmente. “Maylon foi abandonado seis vezes em menos de um mês antes do nosso resgate. Ele não merecia ter vivido isso. Nós achamos que estávamos hospedando ele em um local seguro”, lamentam


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