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Ativistas repudiam entrega do Parque Nacional de Abrolhos à exploração petrolíferaBrasil    Imprimir

05/06/2019 11:00
Ativistas repudiam entrega do Parque Nacional de Abrolhos à exploração petrolífera
Luisa Mell e Ana Rita Tavares prometeram judicializar decisão do presidente do Ibama tomada à revelia dos técnicos do órgão

Redação CM 0 comentário          

Após a decisão do presidente do Ibama, Eduardo Bim, de ignorar um parecer técnico emitido pelo próprio órgão e incluir áreas ao lado do Parque Nacional de Abrolhos, para um leilão de petróleo, as ativistas Luisa Mell e Ana Rita Tavares se manifestaram em suas redes sociais contrárias à decisão. Ambas prometeram entrar com ações contra a medida. “Um lugar tão lindo ameaçado dessa forma. Não vamos permitir esse absurdo”, disse Luisa Mell. 

O Ministério Público Federal (MPF) já avalia a possibilidade de entrar com ação que pediria a exclusão dos blocos da disputa marcada para outubro. “O governo federal dá clara demonstração de ignorância, indiferença e desrespeito ao meio ambiente. Um vazamento de petróleo na área do arquipélago de Abrolhos destruirá todo o ecossistema daquele santuário. Há banco de corais que só existem ali, não são encontrando outro igual em todo o Planeta”, observou Ana Rita, que também é advogada e vereadora em Salvador.



Darwin - A importância de Abrolhos chamou a atenção do naturalista inglês Charles Darwin no Século 19. Em 1832, o pesquisador visitou o arquipélago e a sua biodiversidade foi considerada como parte dos seus estudos para A Origem das Espécies, sua principal obra. 

Abrolhos também é o primeiro parque nacional marinho do Brasil. No último dia 6, completou 36 anos de criação. Localizada no litoral da Bahia e administrada pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), a unidade de conservação é dona da mais rica biodiversidade do Atlântico Sul. 
Um estudo da biodiversidade da região registrou aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e do MMA.  

Além de resguardar porção significativa do maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, o parque protege o principal berçário das baleias-jubarte, que migram para o banco dos Abrolhos para ter seus filhotes. 

Segundo o ICMBio, é também a única região do planeta onde é possível encontrar um tipo específico de coral, conhecido por “coral-cérebro”, por conta do seu aspecto peculiar. Espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção se refugiam nos limites da unidade, bem como aves marinhas, incluindo pequenas migratórias do hemisfério Norte.


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